terça-feira, 29 de junho de 2010

Persuasão - Jane Austen

Pra não dizer que eu só leio os livros que estão no desafio literário, eis que eu escrevo sobre um livro que há muito tinha vontade de ler. Sou fã confessa da Jane Austen. Ter lido Razão e Sensibilidade tão nova me fez não só descobrir minha autora favorita e história como me levou a admirar a escrita de leve ironia e de mocinhas que não se comportam como donzelas indefesas, mas que lutam por sua felicidade com as armas disponíveis na sociedade rural britânica do século XIX.

Persuasão foi o feliz resultado de minhas buscas por adaptações de Austen. Achei o muito bom blog Jane Austen em português e lá as mais variadas adaptações da obra da autora. Tenho predileção pelas feitas pela emissora BBC. Mas, vendo as da ITV, percebi que gosto mesmo é das histórias contadas por Austen de qualquer forma! Persuasão foi uma das que percebi haver em filme. Procurei a versão que diziam ser a mais fiel, de 1995 e assisti. Linda! E me deixou doida de curiosidade com o livro. Vai trecho do começo do filme, pra atiçar as vontades!



Sobre o livro. Bem, Anne Elliot é a última das heroínas escritas por Austen. Tendo sua publicação datada de 1818, um ano após a morte da autora, mostra-se que é uma obra mais madura, com a ironia ainda mais fina e  um retrato mais fiel do que era a aristocracia em decadência no começo do século XIX e das adaptações às novas formas de interação social. Retrata um período após a revolução burguesa no país e como os "novos ricos" eram recebidos pela sociedade.

Amo a Anne por ser equilibrada como a Elinor, mas ao mesmo tempo romântica e sonhadora. Ela tem sua parcela de resignação aos valores e deveres familiares, mas se permite perceber o mundo de forma um pouco mais objetiva, enxergando lacunas e saídas para a sua própria felicidade. Não é uma jovem sofredora, apesar de ser tratada em casa como uma gata borralheira. É culta, bem resolvida, bonita e carismática. 

Sinopse: Esta é a história de Anne Elliot, uma jovem filha da aristocracia rural britânica, e como muitas famílias da época, decadente. Teve um relacionamento com o jovem Wentworth oito anos atrás, mas por conta dos deveres à sua família e da falta de fortuna do jovem, foi persuadida a recusar o pedido de casamento. Pois Wentworth, agora Capitão da Marinha Britânica, volta para o seu círculo de convívio. Ainda bonito e elegante, ainda atraente e rico! 

Passamos o livro todo torcendo pelo casal principal, mas também assistindo a uma espécie de documentário da vida privada, pelas paisagens da Inglaterra e uma aula de costumes e figurino. Recomendo sempre!

0 cacareco(s) na bolsa!!:

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