Já que o photoshop não pára de dar problemas e eu não consigo terminar a sequência de posts sobre as semanas de moda, vamos a mais uma resenha literária.
Esse eu fiquei pensando se ia mesmo colocar este livro nas resenhas, mas pensei bem e, como a idéia do desafio é fazer com que tenhamos oportunidade de ler coisas que usualmente não leríamos, resolvi acrescentar esse, afinal, a leitura foi divertida... até certo ponto.
No primeiro post falei sobre Cativado, de Nora Roberts. O segundo livro de banca que eu li foi A noiva da Primavera, de Debra Lee Brown.
MARCADO PELO FOGO E PELA TRAIÇÃO, ELE AINDA ERA O LORDE DO CLÁ DAVIDSON!
Escócia, 1208
Gilchrist Mackintoshi precisava se casar com uma jovem do clã Davidson, e rápido, para manter o seu título de nobreza. Foi então que a misteriosa Rachel cruzou o seu caminho… ele a encontrou à margem de um córrego, seminua e quase inconsciente, incapaz de lembrar-se do próprio nome. Quem seria ela? Um inglesa? Um feiticeira? Rachel conseguiu enxergar além das cicatrizes que marcavam o corpo de Gilchrist. Conseguiu enxergar o coração de um homem apaixonado e sensível. Mas Gilchrist ia se casar com outra, e a identidade de Rachel era um mistério, tornando o amor deles impossível.
Na linha de clássicos históricos, esse fala das highlands escocesas, quando a Escócia mais era uma terra de senhores feudais e sem um reino capaz de unir as terras ou dar-lhes proteção e interesses mútuos, como a Inglaterra já era capaz de fazer. Por esse ponto, é divertido ver a descrição das terras, campos, florestas e das vestimentas. De resto, ele é um típico folhetim. E não dos mais bem escritos. Não digo, com isso, que a história seja mal feita. É um drama comum nas novelas, especialmente as da América Latina. E, como me habituei (andei lendo sobre melodrama e identificação popular na faculdade), boa parte da literatura se deu nesta forma de construção textual.
Das minhas impressões sobre o livro: muitos problemas de tradução e digitação. Os adjetivos são tantos e tão mal empregados que parece mais vinheta de Malhação. E, G-Zuiz!, não suporto mocinhas burras. Entendo que o personagem estivesse desmemoriado, mas é justamente por desencontros mal feitos e teimosias burras que me irrito com personagens de novelas, de livros e afins. Como diz uma tia minha "na vida real isso acontece de verdade, tem muito gente assim". E sei que tem, vejo as colegas de trabalho de minha irmã, por exemplo, que fazem tempestade em como d'água. Mas eu já li muito, já passei por muita coisa, já vi muita coisa, que não me permite ficar tranquila em ver mocinhas dependentes e idiotizantes. Não que a Rachel desse livro seja totalmente nula. Ao contrário, ela é bastante decidida para a época e sabia seu lugar e se impor. Quem sabe isso seja depreendido das leituras...

OOoo... interessante sua opinião...
ResponderExcluirO problema de tradução e digitação realmente deixam a desejar nesses livros ¬¬, acho que podiam dar uma melhorada ¬¬
O problema de tradução e digitação realmente deixam a desejar algumas vezes <2>
ResponderExcluirTraducao ruim!!!! Nem quero chegar perto ... que pena ... Ate' fevereiro, beijos
ResponderExcluirTradução e digitação mal feitas tem sido recorrentes não somente em livros de banca, infelizmente. Bem, a julgar pelo seu comentário, eu passo!
ResponderExcluirBeijins
Pena não ter sido tão bom.....espero que fevereiro seje melhor pra voce...bjus elis!!!
ResponderExcluirPois é... esse problema de revisão é sério por aqui. Não li muitos livros no original, mas desses são todos versão de bolso e lá fora o tratamento é melhor com o leitor. Apesar de que, ainda não temos aqui uma cultura de versões de bolso de livros, né? só de clássicos...
ResponderExcluirrealmente não sou muito fã de romances por romances. ainda que se trate de uma história de amor, tem que ter mais alguma coisa envolvida... mas, pra quem gosta de torcer pelos personagens, pode torcer por estes, também. :)